Mostrando postagens com marcador Diagnósticos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diagnósticos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Inca recomenda que resultado de mamografia saia em até 60 dias

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta sexta-feira (15/10) novas recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no país. Entre as novas estratégias, a entidade sugere que toda mulher com nódulo no seio tenha direito a receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias. Hoje em dia não existe tempo de espera definido para o resultado.

“Estamos seguros de que o que está sendo recomendado pode ser realizado. Depende da sociedade aderir e dos incentivos que serão feitos”, disse Luis Antonio Santini, diretor do Inca.

O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. Segundo o Inca, isso acontece porque a doença é confirmada quando já está em estágio avançado.

No país, são 11 mil mortes causadas por câncer de mama por ano. Entre as mulheres, a doença representa cerca de 2,5% de todos os óbitos, segundo o Inca. No entanto, em mortes por câncer, o câncer de mama é o principal causador de mortes.

Por isso, o Inca recomenda que mulheres entre 50 e 69 anos de idade devem fazer mamografia a cada dois anos.

Este rastreamento mamográfico para mulheres nessa faixa etária é parte importante da estratégia recomendada pelo Ministério da Saúde para o controle do câncer de mama.


Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%. Para países desenvolvidos essa sobrevida aumenta para 73% e já nos países em desenvolvimento fica em 57%.

Rede pública possui 412 mamógrafos

Existem 3.315 mamógrafos em todo o país e 1.650 deles estão disponíveis à rede do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, apenas 412 (25%) pertencem exclusivamente às unidades públicas de saúde.

De acordo com o Inca, cerca de 70% das mulheres entre 50 a 69 anos possuem acesso à mamografia, incluindo a rede pública e a privada. Em 2010, a meta é cumprir 1,8 milhão mamografias para mulheres desta faixa etária. O Brasil pagou 1,8 milhão de mamografias pelo SUS. Dessas, 50 % foram feitas de em mulheres de 50 a 69 anos.

O instituto chama atenção ainda para a possibilidade de qualquer mulher, independente da faixa etária, realizar o exame. Para as mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para câncer de mama, ou seja, que possuam histórico familiar em parentes de primeiro grau, são recomendados o exame clínico da mama e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos.

Rio de Janeiro tem maior incidência

De acordo com o Inca, o estado com maior incidência de câncer de mama é o Rio, com 88,3 casos para cada 100 mil mulheres. No estado, a cada 100 mil mulheres, 16 morrem por causa do câncer de mama. Em segundo lugar, o Rio Grande do Sul aparece com 81,57 casos para cada 100 mil mulheres e em terceiro lugar está São Paulo, com 68,04 casos para cada 100 mil mulheres.

“O principal fator de risco é o envelhecimento. No Rio, no RS e em SP, essa é uma característica da população. Por isso existe uma maior incidência”, afirmou, Ana Ramalho, coordenadora do Inca.

O instituto não estimula o autoexame das mamas como método isolado de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo. Segundo o Inca, o exame das mamas feito pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde qualificado.

Novas recomendações

1. Toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama.

2. Toda mulher fique alerta para os primeiros sinais e sintomas do câncer de mama e procure avaliação médica.

3. Toda mulher com nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas tenha direito a receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias.

4. Toda mulher de 50 a 69 anos faça mamografia a cada dois anos.

5. Todo serviço de mamografia participe de programa de qualidade em mamografia. A qualificação, quando obtida, deve ser exibida em local visível às usuárias.

6. As mulheres saibam que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool, além da amamentação e da prática de atividades físicas, são formas de prevenir o câncer de mama.

7. A terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, seja feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco de câncer de mama.

Fonte: G1 -Ciência e Saúde

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Mitos prejudicam detecção precoce do câncer de mama


O câncer de mama é, atualmente, uma das doenças que mais matam em todo o mundo, sendo no Brasil a segunda causa de morte. Somente no país, dentre todos os tipos de tumores, o de mama é o de segunda maior incidência nas mulheres. Porém, um outro fator ajuda a piorar um pouco mais esse quadro: o da desinformação das pacientes em relação a doença.

Um levantamento do Icesp apontou as principais dúvidas e questionamento das mulheres atendidas na unidade em relação ao câncer de mama. Os resultados foram algumas dúvidas e mitos que fogem bastante da realidade e que acabam não colaborando no diagnóstico e tratamento da doença.

Algumas dúvidas como “eliminar o leite da dieta ajuda a curar uma neoplasia maligna de mama?”, “o uso de desodorantes pode provocar câncer?”, “o consumo elevado de vitamina D, pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença?”, são exemplos de questionamentos comuns entre as mulheres.

De acordo com o mastologista do Icesp, José Roberto Filassi, ainda se sabe pouco sobre os comportamentos que ajudam a ampliar ou reduzir as chances de se ter a doença, porém é possível afirmar ou desmistificar alguns desses questionamentos.

“Existe uma série de informações que circulam sobre o tema que não estão fundamentadas em estudos científicos e, portanto, não correspondem à realidade. Conversar com seu médico é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas sobre este assunto”
, alerta.

Veja abaixo o que é verdade e o que é mito quando o assunto é câncer de mama:

MITOS:

  • Cessar o consumo de leite de origem animal cura o câncer de mama.
  • O uso de desodorantes pode aumentar o risco de desenvolver a doença.
  • Quem não tem histórico familiar não apresentará a doença.
  • Próteses de silicone podem causar neoplasia maligna de mama.

VERDADES:

  • A falta de vitamina D pode aumentar as chances de surgimento deste câncer.
  • Emoções negativas como estresse, mágoas e raiva estão associadas ao câncer.
  • Histórico familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama. Se o parentesco for de primeiro grau (mãe ou irmã) a atenção deve ser redobrada.
  • Câncer de mama está associado à idade: quanto maior a idade maior a chance de incidência
  • Ter a primeira menstruação precocemente ou a menopausa tardia (após os 50 anos), aumenta o risco de desenvolvimento da doença.
  • Gestações tardias (após os 30 anos) e a nuliparidade (não ter tido filhos) também ampliam o risco para o câncer de mama.
  • A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, e o tabagismo podem elevar a chance de desenvolvimento da doença.

Fonte: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Projeto Cíclotron: revolução no diagnóstico do câncer

Um dos maiores entraves para que se possa garantir a cura de pacientes com câncer é a descoberta tardia da doença. Por isso mesmo, programas de prevenção cujo apelo maior é atenção com a própria saúde são tão importantes e podem representar a diferença entre a vida ou a morte de milhares de pessoas, anualmente.

Agora, uma nova etapa acaba de ser alcançada pelo Governo de São paulo para descoberta e tratamento precoce de câncer. Trata-se do Cíclotron, um novo tipo de exame que permite detectar a doença em nível molecular ou subcelular. Os benefícios do procedimento, que são amplamente reconhecidos em todo o mundo, irão revolucionar o modelo de diagnóstico de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O aparelho, fruto de uma parceria entre o Icesp e o HC terá capacidade para atender cerca de 14 mil pessoas por ano, com a produção de radiofármacos emissores de pósitrons. Essa substância é injetada nos pacientes e permite que os profissionais localizem o tumor em desenvolvimento durante a realização de exames em um PET-CT. Isto porque, as células tumorais se alimentam de alguns compostos presentes no radiofármaco, atraindo a substância para si após a aplicação.

Antes disso, só seria possível identificar uma neoplasia, sem necessidade de um procedimento invasivo, observando alterações do órgão afetado. E, no Brasil, assim como em qualquer lugar do mundo, a demanda por tipo de exame é grande, já que o diagnóstico da doença em estágio inicial é o caminho mais curto para ampliação das chances de cura e de controle do desenvolvimento do tumor, além de melhor adequação do tratamento.

Investimento

O Projeto Cíclotron está orçado em R$ 17,7 milhões, divididos em investimentos de R$ 7,7 milhões em obras (R$ 4,2 milhões da Secretaria de Estado da Saúde e R$ 3,5 milhões do InRad) e mais cerca de R$ 10 milhões da parceria com o Hospital Sírio-Libanês para os custos com os equipamentos do projeto e disponibilização de um PET-CTcom recursos humanos especializados para realização de exames em pacientes SUS.
O aparelho funcionará dentro de uma casamata de 520 metros quadrados, protegida por paredes de concreto com 1,90m de espessura. A função desse verdadeiro “bunker” é evitar que a radioatividade produzida durante o funcionamento do aparelho ganhe o ambiente externo.

Fonte: Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

terça-feira, 6 de julho de 2010

Diagnóstico

Sintomas são indicações de que algo está errado no organismo. Tosse e rouquidão podem ser sintomas de uma gripe. Tosse e rouquidão que se prolongam por semanas podem ser sinais de câncer no pulmão. Na maioria das vezes, sintomas não são suficientes para o médico diagnosticar esta ou aquela doença, daí a necessidade de se fazer exames de sangue, imagem ou até mesmo uma biópsia.

O câncer é uma dessas doenças que podem causar todo tipo de sintomas, dependendo do local onde aparece, do seu tamanho e se afeta outros órgãos ou tecidos próximos. À medida que um tumor cresce, ele vai pressionando tecidos vizinhos, vasos sanguíneos e nervos, dando origem a alguns sintomas. Dependendo do órgão ou do local, esses sintomas podem ser percebidos bem no comecinho da doença, como é o caso de alguns tumores cerebrais, que afetam os movimentos, ou a visão. Outros, como os de ovário, por exemplo, podem crescer bastante antes de produzir sintomas e levar a paciente ao médico.

O câncer pode provocar os mais variados sintomas, como febre, cansaço e perda de peso - porque suas células produzem substâncias que alteram o metabolismo ou porque elas consomem boa parte da energia do organismo ou ainda porque interferem com o sistema imunológico e ele reage com esses sintomas. Outros cânceres - como o de pâncreas - podem liberar substâncias que provocam a formação de coágulos que entopem veias das pernas ou outras que agem como hormônios e alteram os níveis de cálcio do corpo, afetando o funcionamento dos nervos e músculos.

A detecção precoce do câncer aumenta em muito as chances de sucesso do tratamento, já que é mais fácil tratar o tumor ainda pequeno, quando dificilmente teve chance de se espalhar para outras partes do corpo. É o caso, por exemplo, do melanoma, a forma mais grave de câncer de pele. Se ele ainda não penetrou nas camadas mais profundas da pele, sua remoção cirúrgica permite uma taxa de quase 100% de sobrevida após 5 anos. Esse índice cai drasticamente se o melanoma é descoberto e tratado quando já se espalhou para outras partes do corpo.

Por desconhecimento ou medo do diagnóstico, muita gente ignora os primeiros sintomas do câncer e adiam a consulta ao médico. Um caroço no seio pode, sim, ser apenas um cisto que vai desaparecer naturalmente com o tempo; mas também pode não ser. Daí a importância de consultar o médico. Sinais como febre, cansaço, dores nas articulações podem ser causados por uma série de problemas, câncer inclusive. Por isso, ir ao médico e checar do que se trata é fundamental.

É importante conhecer os sintomas mais gerais do câncer, sempre tendo em mente que o aparecimento deles não significa que a pessoa tem a doença. Você vai perceber que eles são comuns a vários tipos de problemas de saúde e só um médico, com o auxílio de exames, pode diagnosticar ou descartar a doença. Uma das características do câncer é a longa duração destes sintomas. Conheça alguns deles:

Perda de peso sem explicação. A perda de 5 quilos ou mais pode ser sinal de câncer de estômago, pâncreas, pulmão ou esôfago.

Febre. A febre pode ser um sinal da doença, principalmente nos casos de leucemia ou linfoma.

Cansaço. Esse sintoma pode aparecer nos casos de leucemia ou, se o câncer causa perda de sangue, como ocorre com alguns tumores de estômago e intestino.

Dor. Ela pode ser sintoma de estágios iniciais de alguns cânceres, como os de ossos e testículos. Geralmente, porém, ela é sintoma de estágios mais avançados da doença.

Alterações da pele. Além do câncer de pele, outros tumores podem provocar alterações na pele, como excesso de pigmentação, icterícia (que deixa a pele amarelada), aparecimento de manchas avermelhadas, coceira e até crescimento excessivo de pêlos.

Há sintomas mais específicos do aparecimento de um câncer, mas eles também são comuns a outras doenças.

Mudanças de hábitos intestinais ou urinários. Prisão de ventre crônica, diarréia que não passa ou até mesmo mudança no tamanho das fezes podem ser sinal de câncer de intestino. A presença de sangue na urina, de dor ao urinar e mudanças de hábito (ir mais vezes ao banheiro ou menos) podem ser sinais de câncer de bexiga ou próstata.

Feridas que não cicatrizam. Alguns cânceres de pele sangram e parecem feridas que não fecham. Feridas na boca que não cicatrizam merecem uma visita ao médico (especialmente em quem fuma e consome bebida alcoólica). Lesões no pênis ou vagina podem ser tanto sinal de uma infecção, como de câncer em estágio inicial.

Sangramentos. Traços de sangue no catarro podem indicar câncer de pulmão. Nas fezes, câncer de cólon ou de reto. Sangramento vaginal pode indicar câncer de colo do útero. No bico do seio, pode indicar câncer de mama.

Nódulos ou caroços. O aparecimento de nódulos ou caroços nos seios, testículos, nódulos linfáticos (nas virilhas, axilas, pescoço, etc) e outras partes do corpo pode indicar a presença de um tumor. Mas só um exame detalhado pode dizer se é mesmo câncer e em que estágio se encontra o tumor. O aparecimento de um caroço, de qualquer tamanho, por menor que seja, exige uma visita ao médico.

Indigestão ou dificuldade para engolir. Esses são sinais de câncer de esôfago, estômago ou garganta.

Mudanças em pintas ou verrugas. Alterações de tamanho, cor ou forma precisam ser checadas pelo médico, pois podem ser sinal de câncer de pele, especialmente em pessoas de pele muito clara.

Tosse e rouquidão. Tosse que não passa pode ser sinal de câncer de pulmão e a rouquidão, de câncer de de laringe ou tireóide.

A confirmação ou não do diagnóstico depende de uma série de exames laboratoriais, de imagem e basicamente de uma biópsia (a remoção e análise microscópica de uma amostra de tecido), que vai indicar ou não a presença de células anormais. Esses exames vão também fornecer ao médico o estadiamento da doença, isto é, em que estágio está o câncer, se ele se espalhou ou não para outros órgãos.